segunda-feira, 19 de novembro de 2012


 DiLsenho

    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.
    (O ator é um fingi-dor)



    E os que lêem o que escreve,
    Na dor lida sentem bem,
    Não as duas que ele teve,
    Mas só a que eles não têm.



    E assim nas calhas de roda
    Gira, a entreter a razão,
    Esse comboio de corda
    Que se chama coração.

    Fernando Pessoa

sábado, 17 de novembro de 2012

"Não se pode experimentar a sensação de existir sem antes se experimentar a certeza que se tem de morrer. E é igualmente impossível pensar que se tem de morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica."

Jostein Gaarder (O Mundo de Sofia)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Elos me afagam enquanto durmo.

Pensando agora em por quanto tempo lhe terei do meu lado, em por quanto tempo poderei sentir toda essa emoção de tê-lo "além de aqui, dentro de mim", recordo todos os momentos em que estivemos e onde os mesmos nos levaram. E sempre me percebo soberbo de uma emoção, de uma ébria vontade de está sempre pronto para você, de está sempre ao teu dispor, como um servo ou um prisioneiro de tuas mais intensas loucuras acometidas a esse pequeno ator de uma vida real. Ao dormir tenho certeza de sua presença em meu vivo e altivo subconsciente que me leva a ti sempre  que por ventura perco o ânimo ou entristeço-me  por não ver nos outros o desejo desesperado de te ver crescer e evoluir em rumos tantos que me foge a proporção. Se sinto de fato esse sentimento estranho que dão o nome de "AMOR" é a ti...
Elo Vanguarda de Theatro. 

Valdenor Ventura