quarta-feira, 28 de maio de 2014

Como é doce de se apreciar a ingenuidade infantil!
Quando crianças, dizemos gostar das nossas mães porque nos dão coisas legais ou porque fazem coisas por nós, muitas vezes, sem reclamar. Ao crescermos, percebemos que finalmente podemos entender o significado de MÃE. Entendemos que não há como saber tudo o que fizeram, tudo o que suportaram, pois muitas vezes não compreendíamos bem as situações, então fomos esquecendo com o passar do tempo.
Gerar uma nova vida dentro de si é um milagre! E trazê-la ao mundo é um sacrifício tão belo quanto alimentá-la do seu próprio corpo. A maternidade é o exercício genuíno do amor.

domingo, 25 de maio de 2014

Em todos os lugares leio a abreviação de janeiro. Mesmo quando tiro os óculos, aqueles que não tenho, são as letras do seu nome que vejo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Crescer não é sinônimo de amadurecer. Não há problema em mudar, só me resta buscar saber se as mudanças que me são exigidas são necessárias, se são para mim boas de fato. Quem, por acaso, estabeleceu que crescer requer a perda de toda a infantilidade? Não há como ser feliz sem enxergar o mundo como uma rosa, que mesmo tendo espinhos continua a ser uma bela flor. Machuca, mas exala um perfume capaz de transformar a dor em poesia. 
Enquanto uns brigam com borboletas, sinto dentro de mim o despontar de uma guerra. Será ela maior e mais vermelha do que o próprio sangue? São mil ideias e mil conflitos para cada uma delas. Serei eu tão forte quanto o amor de Julieta?
Eu não quero o descanso das flores. Só desejo que a lua não se envaideça, que não me esqueça numa Yelda sem fim.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Uma Carta

Meu amigo, sinto sua falta. Não quis aceitar quando dissestes-me que eu havia mudado, mas sabia que algo dentro de mim já não existia. Mudei porque precisei substituir o que era nosso por alguma coisa que preenchesse o vazio que aqui ficou quando parti.
Estas palavras tão dolorosas não chegaram a ti porque ainda não me sinto preparada. Deixarei-as aqui para resguardar-me silente e, ainda, distante; até que eu possa terminar esta carta; até que eu possa, enfim, dizer-te que sempre estive ai... você quem não me buscou quando precisou, você quem me afastou. És para mim um irmão, por isso te amo e não posso dizer adeus. Não espero que aceites, mas que entendas.

Efêremos

"De que serve o eterno criar, se a criação em nada acabar?"
Nossa existência efêmera nos condiciona a tentativa de eternizar a tudo e a todos. Queremos capturar, congelar, preservar... Tornamos as figuras públicas e globalizadas para resguardá-las na memória, pois a memória é a garantia de uma herança: a cultura. Gente também vira cultura, vira moda, também vira nome. Só quem vira nome perdura. E você quem é? Qual é a responsabilidade do seu nome?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

História de uma bailarina

Era um sonho de uma bailarina dançar, dançar e dançar. Pois dançando podia-se ir à qualquer lugar. E qualquer lugar era lugar pra dançar. E todo momento era bom quando se dançava. Podes imaginar um lugar onde tudo é bom? A bailarina sabe onde encontrar. É só abrir os braços, dar uns saltos e lá está ela a rodopiar...

sábado, 3 de maio de 2014

"Fiquei imaginando se era assim que brotava o perdão, não com as fanfarras da epifania, mas com a dor juntando as suas coisas, fazendo as trouxas e indo embora, sorrateira, no meio da noite."

Khaled Hosseini

Carta para um Coelho

Caro Coelho,

já faz tempo que não escrevo e peço desculpas por isso. Há tanto para dizer que nem sei por onde começar. Poderia começar dizendo que sinto saudade. Falar da saudade só a torna mais real. Mas é verdade, o que sinto é pura saudade e, mais ainda vontade de estar ai e de nunca ter partido. Poderia dizer que o amo, mas isso não ouso dizer. Porque dizer me faria saber que amo, e saber me faria sofrer por não tê-lo aqui.

O mundo as vezes precisa perder o sentido para continuarmos a ter fé, pois a fé não resiste onde há razão, logo, não há esperança. E é da esperança que nascem os motivos para lutar e nela nos seguramos enquanto lutamos. Por isso, não espero que aceites ou que entendas minha ausência. Peço apenas que aceites a mim e a minha aparente loucura.

P.S.: Os dias aproximam os quilômetros que nos separam.
Chove aqui dentro
E lá fora o sol-me-faz-dó.

Ainda irá chover?
Choverá sempre

Pra mim e pra você...

Chove lá fora

E aqui dentro sol-mi-fá-dó...

A.M.