segunda-feira, 19 de novembro de 2012


 DiLsenho

    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.
    (O ator é um fingi-dor)



    E os que lêem o que escreve,
    Na dor lida sentem bem,
    Não as duas que ele teve,
    Mas só a que eles não têm.



    E assim nas calhas de roda
    Gira, a entreter a razão,
    Esse comboio de corda
    Que se chama coração.

    Fernando Pessoa

sábado, 17 de novembro de 2012

"Não se pode experimentar a sensação de existir sem antes se experimentar a certeza que se tem de morrer. E é igualmente impossível pensar que se tem de morrer sem pensar ao mesmo tempo em como a vida é fantástica."

Jostein Gaarder (O Mundo de Sofia)