segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Na sinceridade dos nus

Na terra do amor o pudor é um moralismo desnecessário. Não precisamos das vergonhas que nos ensinaram onde andam livremente os nus. As pessoas são mais sinceras quando estão nuas, disseram-me. E na sinceridade dos nus...


Na calada da noite sequer se sente o frio da madrugada enregelar o suor que faz lama nos corpos dos sinceros que se amam. E também dos fingidores! Esses, porém, experimentam o frio em todas as suas ásperas dimensões. Estar nu de corpo e alma é revelar-se antes a si mesmo do que a outrem.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Seja bem-vindo ao estranho mundo de não-se-sabe-o-nome, onde as palavras parecerão confusas, mas preste atenção: leia nas entrelinhas. Desça a página até o fim e prossiga nas postagens mais antigas. Vá cada vez mais fundo na viagem dessa van... Não precisa apertar o cinto ao embarcar nessa vã filosofia.
A aflição causada pela demora só aumentava a minha vontade de te ver. A demora converteu a pressa em uma prece que eu nem mesmo sabia acreditar. E entre mil faces era a sua que eu esperava, que eu desejava, que eu já beijava até em pensamento. Em cada beijo eu dizia que te amo. Meus lábios descontentes disseram mais do que um beijo: te amo.

E te ver naquele dia foi como te ver a primeira vez. Te amar, foi como te amar pela primeira vez. Todos os detalhes voltando como fotografias. E chovemos de dentro para fora... Brincamos de compartilhar a felicidade. As horas de espera que haviam parecido milênios, já não eram o bastante para nós. Não eram suficiente para consumirmos-nos e convertermos-nos em tudo o que não fosse saudade. Antes de sermos apenas saudade, tudo outra vez.

24.08.14

A.M.

domingo, 20 de julho de 2014


Coelhos mudam, mudam de cor e de lugar. Trocam as lentes, rangem os dentes, renovam as mentes. Andam de trás para frente.

Certos coelhos estão disfarçados, por mim maquiados, de fora para dentro. Olhos vermelhos, câmara escura, colocam-me em uma moldura.
Caros coelhos, apalpo a cartola, encontro uma carta, uma rara. Faz parte do baralho, mas não é de copas nem é ouro, não é de espada nem de paus. É diferente, completa...
É o meu Coelho.

Shiiii! não levante perguntas para um segredo.

A.M.
"Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa, o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça [...]"

O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Como é doce de se apreciar a ingenuidade infantil!
Quando crianças, dizemos gostar das nossas mães porque nos dão coisas legais ou porque fazem coisas por nós, muitas vezes, sem reclamar. Ao crescermos, percebemos que finalmente podemos entender o significado de MÃE. Entendemos que não há como saber tudo o que fizeram, tudo o que suportaram, pois muitas vezes não compreendíamos bem as situações, então fomos esquecendo com o passar do tempo.
Gerar uma nova vida dentro de si é um milagre! E trazê-la ao mundo é um sacrifício tão belo quanto alimentá-la do seu próprio corpo. A maternidade é o exercício genuíno do amor.

domingo, 25 de maio de 2014

Em todos os lugares leio a abreviação de janeiro. Mesmo quando tiro os óculos, aqueles que não tenho, são as letras do seu nome que vejo.