domingo, 20 de julho de 2014


Coelhos mudam, mudam de cor e de lugar. Trocam as lentes, rangem os dentes, renovam as mentes. Andam de trás para frente.

Certos coelhos estão disfarçados, por mim maquiados, de fora para dentro. Olhos vermelhos, câmara escura, colocam-me em uma moldura.
Caros coelhos, apalpo a cartola, encontro uma carta, uma rara. Faz parte do baralho, mas não é de copas nem é ouro, não é de espada nem de paus. É diferente, completa...
É o meu Coelho.

Shiiii! não levante perguntas para um segredo.

A.M.

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