Caro Coelho,
já faz tempo que não escrevo e peço desculpas por isso. Há tanto para dizer que nem sei por onde começar. Poderia começar dizendo que sinto saudade. Falar da saudade só a torna mais real. Mas é verdade, o que sinto é pura saudade e, mais ainda vontade de estar ai e de nunca ter partido. Poderia dizer que o amo, mas isso não ouso dizer. Porque dizer me faria saber que amo, e saber me faria sofrer por não tê-lo aqui.
O mundo as vezes precisa perder o sentido para continuarmos a ter fé, pois a fé não resiste onde há razão, logo, não há esperança. E é da esperança que nascem os motivos para lutar e nela nos seguramos enquanto lutamos. Por isso, não espero que aceites ou que entendas minha ausência. Peço apenas que aceites a mim e a minha aparente loucura.
P.S.: Os dias aproximam os quilômetros que nos separam.
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