domingo, 20 de abril de 2014

Perdi o sono por não te ter, e escrevo na tentativa de que um novo dia comece logo e eu possa me gastar nas obrigações dos dias úteis. Na tentativa de que amanheça em mim e de que essa escuridão dure pouco, bem menos do que esta noite vazia de lua e de estrelas no alto, no céu. Eu tento encontrar algum motivo para sair por aí, sorrindo idiotamente, e fingindo alguma felicidade que não há por aqui, que não há em mim. Mas quero é seguir rumo ao desconhecido, sem certezas para onde e de quais surpresas terei pelo caminho. Talvez meus passos me levassem até você, o que tornaria o caminho ainda menos meu e as minhas certezas ainda mais incertas. Talvez não. Eu não sei!Há essa dor já tão familiar. Há esse costume de não me saber longe, de ti. É a noite que me vem que me traz fortemente algumas lembranças. O teu rosto eu quase não lembro mais, mas é esta a tua foto amarelada que agora tenho em mãos que me permite não esquecer. A tua voz calma tal qual o teu jeito meu, ainda ecoa aquele Adeus, dito "Até Logo!" Eu ainda lembro de nós, sabia? Você me perguntou o que há de novo, ao que respondo: Tudo, menos os dias. Estes ainda são os mesmos e por aqui nunca amanhece, embora tantos reclamem do sol, que queima a pele e torna as matas menos verdes. Quando chove também reclamam. Eu continuo me queixando das mesmas coisas, da distância, do tempo, desta noite que parece não acabar. Pelo menos ainda me resta estas Palavras. Ainda me sobra o que dizer. E por ai? Já é dia?


DiL

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