Sou
uma atriz vazia que carrega a bagagem sozinha, à procura de alguém para dividir
o conteúdo da cartola... Tenho em mãos uma caneta de tinta cor-de-rosa e um
papel em branco, pronto; esperando uma cor que venha a preencher o vazio de
sentimentos e nutrir esse coração quente que pulsa violentamente, num protesto
desesperado grita: "Atuar pra poder voar...” Minhas penas crescem mais uma
vez, sinto-me pensa. Penso nisso e sinto pena da mediocridade dessa atriz que
só sabe fingir. Minhas asas agitam-se freneticamente na expectativa de
voar de novo, de ter um novo lugar para pousar; para partir novamente, ganhar o
céu uma vez mais. Queria ser como os poemas do Quintana; ver-me nas frases do
Vinícius; ser aceita pelo Drummond (pelo meu). E, enfim, quero
encontrar um ponto-final para estas palavras-tontas aqui mal escritas...
A.M.
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