domingo, 20 de abril de 2014

Vaga-lume

Vagueia o vaga-lume vadio na vaga esfera terrestre, 
Buscando uma vaga em que possa se encaixar.
Vagabundo moribundo faz-se mudo, cego e surdo;
 Faz-se mundo: sem regras, sem medos, sem rumo.
Segue à risca o seu desejo de caber em qualquer lugar.

Criador de sonhos e de falsas estrelas percebe no céu: Seu Lar.
Não querendo ser réu de tristezas alheias, corre.
Para onde? Aquém? Para lá.

Vaga-lume, é hoje uma luzinha que transita e devaneia
vagarosa no vasto véu de estrelas...
Casa dos astros, é agora o seu luar.
Seu abrigo. Meu lugar. 

21/10/12


(A.M. e DiL)

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