Vagueia o vaga-lume vadio
na vaga esfera terrestre,
Buscando uma vaga em que possa se
encaixar.
Vagabundo moribundo faz-se mudo, cego
e surdo;
Faz-se mundo: sem regras, sem
medos, sem rumo.
Segue à risca o seu desejo de caber
em qualquer lugar.
Criador de sonhos e de falsas estrelas percebe no céu: Seu Lar.
Não querendo ser réu de tristezas alheias, corre.
Para onde? Aquém? Para lá.
Vaga-lume, é hoje uma luzinha que transita e devaneia
vagarosa no vasto véu de estrelas...
Casa dos astros, é agora o seu luar.
Seu abrigo. Meu lugar.
21/10/12
(A.M. e DiL)
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